Era uma vez, uma árvore de origem humilde, nascida muito longe das
paragens do norte, lutou a luta dos desvalidos, trabalhou duro, foi de
tudo na vida, mas sempre mirava longe olhava para o horizonte e se negava a
aceitar que a vida tinha quer ser dura como se apresentava, parca de oportunidades e riquezas. Nunca aceitou que tinha que se contentar com o destino traçado pelo nascimento, e que
deveria nascer, crescer, viver e secar no mesmo lugarejo que
foi criado. Não aceitou e se mudou para longe, chegando a nova terra, não se deixou
intimidar pela floresta altaneira, colocando os olhos na magnífica selva logo
se comparou a uma das mais imponentes arvores. A castanheira. Comparou-se a arvore altaneira que olha floresta por cima, e com esta imagem na
cabeça trilha o seu caminho, altaneiro vai desbravando e
olhando por cima tudo que pode. Pela falta de tempo não pode parar e
prestar atenção ao que acontece a imponente arvore quando a floresta ao seu redor
vai se afastando, seja por que razão for, a imponente castanheira fica só no
lugar onde em tempos de outrora vicejava a floresta pulsante de árvores amigas e companheiras que foram lentamente se afastando para longe pois a sombra da grande arvora as aniquilava. Quando as arvores menores e simples são suprimidas ou desaparecem a imponente
arvore fica fragilizada, exposta aos rigores do tempo, as
intempéries do clima, ao vento que sopra por todos os lados, quando vem à
chuva fica exposta aos raios que a fustigam sem piedade, razão pela qual muitas estão secas, e abandonadas, pois sozinhas não sobreviveram ao
isolamento que sucumbe e aniquila A nobre castanheira às vezes fica tão inebriada, com o seu poderio que uma insignificante "mangueira", às vezes uma "mangueirona" e quase sempre uma "mangueirinha", que sem ninguém perceber se plantou ao lado de olho na
sombra boa e na água fresca que a mesma pode proporcionar, nem que seja por pouco tempo, assim vai chegando como quem não quer nada se encosta e começa sugar a seiva que antes alimentava muitos, e com isto afasta tudo o que pode, nem que para isto tenha que se aliar a cupins e outros insetos nocivos com o propósito de não perder a sombra momentânea, mesmo sendo uma estranha na
antiga floresta e sabe que sua proximidade com a frondosa arvore está
extirpando as antigas que ombreavam à ombreavam tanto nos dias ensolarados como nos nublados. Outros perguntam estaria a frondosa arvore fragilizada, sendo açoitada pelos ventos que sopram do norte e do
sul, do leste e do oeste mas sem produzir um único fruto, a "mangueira" continua ali como sangue suga que gruda no seu hospedeiro e retira tudo o que
pode, enquanto pode porque sabe que um dia chegará alguém e olhando aquele parasita sugando a frondosa arvore botará para fora a mangueira como um "sucata" que foi deixado de lado, abandonado, como não se abandona as antigas arvores que sempre alegraram o bosque.
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