domingo, 17 de abril de 2011

A calamidade das propriedades.



De extrema importância para a economia do município, a atividade agrícola enfrenta uma situação preocupante em relação à descapitalização dos pequenos e médios proprietários rurais, e do avançado estado de deterioração das propriedades. A conjunção de fatores, como a baixa fertilidade natural de nossas terras, o pastoreio intensivo com excesso de animais por hectares, anos seguidos de ataques de pragas como à cigarrinha, lagarta  e outras pragas, além dos elevados custos para a recuperação das pastagens  colocaram parte dos produtores em um circulo vicioso de difícil saída.
Inicialmente fomos dependentes da plantação de café conilon, que com o tempo mostrou-se inviável, pela queda acentuada nos preços que se encontram aviltados  até hoje, isto, foi fator de desestimulo a novos plantios e recuperação dos antigos, sem contar na dificuldade encontrada para conseguir mão de obra na colheita, de que é intensiva, e nos problemas relacionados ao custo de manutenção das lavouras e dos investimentos necessários em calcário, adubos, herbicidas e inseticidas que inviabilizaram economicamente as plantações.
 Estes e outros fatores quase exterminaram  a nossa produção cafeeira, fazendo com que os pequenos produtores se voltassem para o leite, em razão da implantação de um grande laticínio em nosso município, mas também, esbarramos no problema da qualidade das pastagens, na baixa produção média de leite por vaca, que não chega a 4 litros dia/vaca, e pelo elevado custo dos insumos necessários à manutenção do rebanho leiteiro aliado ao baixo preço (r$ 0,50) médio recebido pelo litro do produto, tem  um efeito nefasto na melhoria da renda de nosso município, cujo efeito pode ser sentindo no comércio local.
Por estas razões que programas isolados como o PROMEC, não trouxe qualquer beneficio a  população rural, pois o mesmo foi feito sem qualquer critério que visasse o aumento da produção e produtividade das propriedades, pois de nada adianta "dar" 03 horas de trator de esteira ao produtor se não tiver o calcário e outras máquinas para preparar a terra, que no caso do PROMEC, ainda teve um efeito nefasto, pois onde os “tratoristas” sem qualquer critério e preocupação simplesmente amontoaram os troncos e o pouco de terra fértil foi junto, deixando a terra estéril  que só produz pragas.
Políticas como a executada pela secretaria municipal de agricultura com o projeto de inseminação artificial, têm um grande potencial para melhorar a renda no campo, mas isolada também trás poucos resultados práticos, pois de nada adianta ter um vaca com grande qualidade genética se não tiver comida em quantidade e qualidade exigidas pela mesma.
 
Na foto ao lado o resultado prátido do projeto de insminação artificial do rebanho leiteiro de machadinho do oeste.

Na foto abaixo, a precariedade das propriedades e  as dificuldades enfrentadas pelo servidor da SEMAGRI, para levar o beneficio aos produtores rurais, com vistas a melhorar geneticamente o rebalho leiteiro.
Mas de todas as políticas do atual prefeito, a que está no rumo certo e da SEMAGRI, que se for planejada visando a qualidade e resultado das propriedades atendidas, e não quantidade visando fazer politicagem, tem um grande potencial para melhorar significativamente a vida no campo e na cidade, isto se o preço pago ao produtor o remunerar dignamente, pois não dá para produzir um litro de leite e vende-lo por R$ 0,50.
O dia que as instituições estiverem realmente preocupadas com o bem estar da sociedade e não de alguns privilegiados pelo sistema, então teremos grandes avanços, pois haverá sinergia nas atitudes, e ai o PROMEC, vem associado a entrega de calcário, dos serviços da patrulha mecanizada do município  que prepara a terra, das sementes e mudas que o produtor realmente necessite, do acompanhamento técnico da emater e dos serviços do INCRA, visando o bem estar do produtor, que tem efeitos multiplicadores por toda a sociedade.
Se outros estados conseguiram, porque nós não conseguiremos? Acredito firmemente que sim, vai depender de nossas atitudes.
Ps. Parabenizar o funcionário da SEMAGRI,  Eanes e Jorge Ronconi, que com parcos recursos, - uma moto e uma toyota velha- conseguem ótimos resultados práticos.


 


Vereador Amauri e o inseminador Eanes, tentando transpor a ponte da LJ 30, que caida a séculos espera pacientemente que a secretária de obras tome as providencias, enquanto as crianças andam kilometros para tomar o onibus escolar. Estas são as dificuldades entrentadas todos os dias pelos servidores da SEMAGRI, para tentar melhorar as qualidades do rebanho leiteiro. Afinal porque veículo e condições para quem quer produzir? Veiculos bons são destinados aos "passeios".

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